segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Passos Coelho Doce ;-)


Mal pude acreditar quando a pesquisar as Doce encontrei este vídeo. E não. Nunca tinha ouvido falar. A não ser recentemente, quando fiquei a saber que a primeira mulher do nosso primeiro ministro foi uma das vocalistas deste grupo musical. E na verdade foi isso que me motivou a escrever este post, mas este vídeo deixou-me em choque. E não é pela exuberância das meninas para a época (1985), mas sim porque apresentaram-se no Noticiário Nacional, como se fosse um autêntico programa de auditório. Começo a perceber que não ouve muita evolução no jornalismo em Portugal, nos últimos anos. A única diferença é que os hábitos atualmente são outros. Hoje são as "notícias" de facebook e as selfies que invadem os nossos telejornais.

Ultrapassado o choque e de volta ao que de facto motivou este post. Esta semana tive uma longa conversa com uma pessoa que já conheço há pelo menos um ano e que fiquei a saber que foi motorista de alguns políticos em Portugal, por um período de seis anos.  Foi uma longa conversa, mas resumidamente, o que posso dizer é que nenhum dos políticos tem algum pudor ou zelo em ter determinadas conversas em frente aos motoristas. A verdade é que não têm muita hipótese, ou confiam em quem os cerca, ou põem-nos a andar. E o que esse excesso de confiança nos permite saber é que cada um deles zela pelos seus próprios interesses, e esses são claramente monetários. Sejam os de direita ou os de esquerda, demonstram grandes amizades com alguns dos seus maiores adversários, encontros, jantaradas, e o que mais se possa imaginar para que a troca de interesses os possa favorecer.

Tive de questionar sobre o nosso atual primeiro ministro, e a verdade é que sim, ele foi toxicodependente, e o pai, médico, pagou-lhe por duas vezes os tratamentos. Passos Coelho foi um grande boémio na década de 80, e é nessa altura que conhece Fátima Padinha, vocalista das Doce. Somente por volta dos seus 30 anos é que consegue definitivamente largar as drogas. Pondo de lado o seu passado, a verdade é que conseguiu dar a volta à sua vida, tendo se transformado numa pessoa íntegra. Enquanto os fatos de Passos Coelho rondam os 200€, o de outros como de Paulo Portas chegam a custar os 5000€. Há muito que se lhe diga apenas nisto. A falta de pagamento à Segurança Social, na altura como trabalhador da empresa Tecnoforma, em nada torna Passos Coelho diferente de cada um de nós, que tenta de alguma maneira minimizar os encargos que tem. Na altura Passos Coelho não era sequer político, e recebia o ordenado a recibos verdes, facto pelo qual deixou passar o pagamento à Segurança Social. A sua integridade, no entanto, fê-lo de imediato liquidar os valores em dívida, sem qualquer tentativa de uso do seu poder.

Quantos o fizeram? Ou o fariam?